quinta-feira, 3 de setembro de 2020

VIDA DE "SINGLE" NÃO É FÁCIL

Para quem com ousadia e paciência, perdeu algum do seu tempo a passar os olhos por aquilo que publiquei anteriormente, e que podem ter ficado com a (falsa) ideia da minha percentagem de sucesso nas abordagens que faço a casais liberais, informo que é altura de fazer um ponto de ordem. Na realidade, não é nada disso que se passa!
Aqui o Acordado, dono de um corpo que nunca se confundirá com um Adónis, que nunca teve a curiosidade de medir o tamanho do "mais que tudo" (acreditem, só o faz quem o tem mesmo grande), tem de se socorrer de outras armas e predicados até conseguir que algum casal lhe dê bola. Se entendermos e partirmos do princípio que não escondo a minha condição de "single" e que dar bola será trocar mais do que três frases (já contando com o "Olá" ou o "Boa noite") num qualquer chat com um casal ou interlocutor que se identifique como tal, direi que não mais de 30% me põem à prova. Dos outros, a relação aritmética entre aqueles que nem respondem ou os que rapidamente abalam ao tomarem conhecimento do nosso estado civil, e um dia ainda vou escrever sobre as (indiscutíveis) motivações de cada casal que por cá anda, deve andar ela por ela.
Então, dos tais 30% que para aqui interessam, descontando os que depois são de longe, os que levam entre 30 minutos a 2 dias para dar uma resposta, ou os que têm ideias completamente díspares das minhas para uma "relação" deste tipo, sobram uns 8%-10%. Daí até conseguirem estabelecer comigo o envolvimento e interesse físico e emocional mínimo necessários para que todos nos sintamos cativados a avançar para algo mais terreno e menos virtual, façam as vossas contas e vejam o mérito que não é quando nós, valentes "singles", quebramos a resistência e/ou aproveitamos o flanco que um casal nos abre! 

Vem isto a propósito de uma publicação que fiz há alguns dias atrás, sobre dois prometedores casais com quem tinha travado "conhecimento" virtual e que desde as primeiras palavras me pareceram super interessantes, lembram-se? Pois é... com um deles, parecia então que tínhamos sido feitos eu para eles e eles para mim! A empatia que cedo se verificou, a conversa descontraída sobre as vivências do meio liberal, experiências anteriores, fantasias... indiciavam um casamento perfeito. Em resumo, quase que assumimos que eles eram tudo o que eu queria num casal e eu tudo aquilo que eles procuravam num single! A química parecia instalar-se à velocidade de um TGV potente e novinho em folha, mas... à primeira troca de fotos... descarrilou! Enfim, cada um tem o direito de gostar e querer aquilo que se lhe apresenta ou não, a vida segue e estes foram os últimos 3 minutos que perdi a pensar nisso.

O outro casal? Ui!! Tenho a ligeira sensação de que ainda vão ser muito falados por aqui! Correndo, obviamente, o risco de falhar, até porque, pelos números que apresentei atrás, as probabilidades de ficar mais umas belas noites sem dormir, jogam quase todas contra mim!

Sem comentários: